
Eu sempre pensei a vida como se ela fosse um jogo de xadrez. Dá pra ver a nítida influência "nerd" sobre meus gostos e, para aqueles que me conhecem, isso não é novidade alguma.
A conclusão mais óbvia a qual se pode chegar sobre esta comparação é que, como tudo na vida, é necessário planejamento. Para se atingir metas, é necessário que se planeje com antecedência o caminho a percorrer da idéia até o perfazimento do objetivo.
Contudo, às vezes é necessário arriscar, ser espontâneo. O bom jogador de xadrez é aquele que, além de ser uma pessoa calculista, não pode ter medo de intentar uma nova idéia. A surpresa pode trazer conseqüências interessantes.
Por muitas vezes, creio que o xadrez, por ser algo lúdico, não precisa ser levado tão a sério, e ganhar sempre é um saco. A graça, muitas vezes, pode estar apenas em competir e trocar umas idéias com o seu amigo-adversário.
Mas o que me fez rememorar esta cretina teoria de minha mente não foi nenhum jogo de xadrez que eu tenha participado, pois não jogo há meses. Também não foi nenhuma das situações acima descritas. O que me tem intrigado é como as pessoas lidam com problemas quando estão analisando sob a perspectiva de um observador e sob a ótica do jogador.
Enquanto espectador, aqueles fatores psicológicos que nublam a visão do jogador não influenciam o seu olhar. Com as lentes limpas, e, analisando as duas vertentes de jogo, pode-se chegar a melhor conclusão para qual movimento dar à determinada peça do tabuleiro. Já o jogador, absorto em seus cálculos intermináveis e pensamentos não verossímeis na lógica do próprio jogo, conjecturando o que se passaria na mente de seu adversário, por vezes, não escolhe o melhor movimento ou demora para chegar à conclusões óbvias.
Quando nos deparamos com problemas, tendemos a perder o controle emocional e agir de maneira inconseqüente. Ou, por medo de agir de maneira por demais emocional, perde-se o senso de oportunidade, esquecendo-se da espontaneidade, atitude que leva à hesitação e à resignação por não ter feito o que julgava que era correto no tempo oportuno.
O ideal, que é comumente impossível, seria analisar a situação como um terceiro observador, colocando-se na posição de ambos os "jogadores". Todavia, sabe-se que isso nem sempre é possível, mas deve, indubitavelmente, ser tentado. Colocar-se na posição de seu oponente, tentando entender seu ponto de vista, pode-se chegar a conclusões mais interessantes. Ressalta-se, entretanto, que não é uma questão de perder ou ganhar, mas sim de resolução de problemas.
Acontece que, apesar desse falatório, dessa verborragia de sofismas, eu ainda quero ou dar um xeque-mate ou derrubar o rei* antes que me vençam.
*derrubar o rei - abandono de partida em xadrez.
Um comentário:
Parabéns,gostei dos textos..
Se tu tem 2 personalidades por causa do nome duplo,coitada de mim que possuo 3.
Abraços =)
ps.:Desculpa a invasão!
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