quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Ixe!

Chocolates, chocolates gostosos para todos que vierem me fazer uma visitinha. É a compra de atenção...ao invés de mendicância afetiva, afeição via compra e venda. Todos que me visitam ganham chocolate.

Resultados da viagem à Suíça = Voltei mais chato com algumas coisas, menos tolerante, eu diria. Com que coisas? Antes de enumerar, direi o porquê das mudanças. Preciso crescer. Se não der pra crescer mentalmente, pelo menos profissionalmente. Tenho meus planos, e para isso preciso de dinheiro. Então, preciso modificar algumas atitudes.

Primeiro – Quem me conhece sabe da minha imensa generosidade. Sou generoso até demais. Se eu tiver o que dar, eu dou (sem duplo sentido, engraçadinhos). Tão tonto que pessoas próximas a mim acabam se valendo de tal generosidade e “montam”. Pessoas que deveriam, ao inverso do que acontece, me ajudar. Muito curioso isso. Primeira modificação: chega de generosidade. Nada disso mais. Sou “bem gente ruim” agora. Porque na hora que eu precisei da ajuda de quem eu ajudava, cadê? O ditado “Se dá a mão, quer logo o pé” se aplica perfeitamente aqui.

Segundo – Exigência externa. Como sou generoso demais com os outros, espero que sejam comigo. Tendência natural do ser humano de que o próximo seja com ele parecido. Falarei sobre isto mais abaixo, como um apêndice do blog. Mais um conceito de pseudo-psicologia... Mas sim. Não vou exigir nada mais de ninguém. Nem pensar em exigir, o que é mais difícil. Cansei de esperar que os outros que eu ajudo façam algo por mim, porque não o farão. Creio que um dos piores defeitos da raça humana é a ingratidão. Poucos são realmente gratos.

Terceiro – Falta de piedade. Tem um pouco a ver com a generosidade, mas nesse caso é diferente. Não serei tolerante com erros ou infantilidades como eu sempre fui. Cansei. Não sou perfeito, tenho plena consciência disso, por isso tento melhorar. Mas porque insistir em pessoas que continuam me irritando com os mesmos fatos? Melhor deixar pra lá...Pessoas são diferentes e é preciso respeitar as diferenças, mesmo que isto implique afastamento. Melhor que brigar, “dar murro em ponta de faca”.

Quarto – Menos idealista. Cansei de idealizar as pessoas, apaixonar-me (não só no sentido amoroso da coisa...) pelas pessoas e coisas antes mesmo de conhecer. A realidade é dura, em compensação, quando a admiração é real, é mais forte, verdadeira. E ainda não conheci quase nenhuma admiração (paixão) que tenha valido a pena, que tenha sido verdadeira, a não ser pela inteligência. Talvez isso seja a única coisa que me fascina. Ah, e claro, loirinhas dos olhos azuis. :P

Voltando ao conceito de pseudo-psicologia, falarei sobre duas situações... São as duas conseqüências do que eu vou chamar de efeito camaleão. Antes de mais nada, para melhor entender o que vou dizer, assistam a um filme de Woody Allen chamado Zelig, muito bom.

Efeito camaleão – Todas as pessoas tem uma tendência natural de procurar pessoas que sejam parecidas com elas. Podem chamar de afinidade, mas eu creio que seja algo mais forte que isso. Eu tenho afinidade com pessoas que gostam de rock, por exemplo. Mas não preciso estar ao lado de roqueiros. Tenho muitos amigos pagodeiros. No entanto, se você está entre roqueiros ou entre pagodeiros, dificilmente você vai agir como o inverso. As pessoas se moldam ao ambiente que estão, como os camaleões. Para ajudar, um exemplo:

Se alguém chega muito empolgado, alegre, num ambiente em que alguém acabou de saber da morte de outra pessoa, o alegre logo estranha e pergunta...quem morreu? E logo fica triste como os demais. É como se a pessoa alegre se sentisse culpada por estar alegre.

O inverso também acontece. Se alguém está triste em uma festa, os alegres prontamente fazem de tudo para que o triste também fique alegre. Tendência natural do ser humano.

E isto se aplica em inúmeras situações:

1 – Como você escolhe seus amigos;

2 – Os ambientes que você freqüenta;

3 – Porque existe gente que maltrata o outro; (o infeliz quer que todos sejam infelizes);

4 – Porque existem pessoas generosas; (as pessoas felizes querem ver os outros felizes);

5 – Porque as pessoas de determinados grupos sociais se vestem, e falam da mesma maneira;

6 – Etc...

Não vou ficar falando muito sobre isso, mas daí surge a noção de clãs, tribos, nações, povos, culturas e por aí vai. Nenhuma novidade para quem já leu sobre isso. Só é interessante notar isso nos mínimos detalhes. Muito mais interessante até que ver isso no todo, eu creio. Dá pra entender (não perdoar), porque aquela pessoa chata gosta de chatear, o triste gosta de deixar os outros tristes...e por aí vai.

Bem, concluindo, os que não foram avisados anteriormente da minha nova intolerância e novos planos, ainda aproveitarão do resto de minha piedade. Quanto aos já avisados...bem...pra bom entendedor....

sábado, 5 de janeiro de 2008

Suíça – O país onde tudo é importado...até a alegria.

Quem me conhece sabe que estou longe da terrinha. Estou na gélida e inóspita Suíça, lugar que tem me feito dizer – ‘tcha frio do caraio- pelo menos umas 5 vezes por dia.

Mas o frio não tem problema algum. Soh o sentimos nos ambientes externos e, quando saímos, estamos bem empacotados. Com o tempo dá pra se acostumar. É verdade!

O que não dá pra se acostumar com a frieza do povo Suíço. Os nativos são de uma frieza, calculismo, chatice, digna de pena. São como os relógios que aqui se produzem.

Antes de continuar, dado curioso. Sabia que a Suíça é produtora exímia de relógios há séculos por uma simples razão, qual seja, o marasmo? Os Suíços da montanha no inverno, sem ter o que fazer, optimizaram a produção de relógios. Por isso os daqui são tão respeitados.

Não vou ficar enaltecendo as qualidades da Suíça, pois são todas aquelas comodiades tecnológicas que o dinheiro do 1 mundo pode te dar. No entanto, país montanhoso e acidentado como é, e escasso de riquezas naturais, gostaria de lembrar que a Suíça depende de importações de todo tipo de mercadorias: trigo, ferro, açúcar, mão-de-obra barata (suprida pelos imigrantes ilegais, para a felicidade de todo governo de 1 mundo) e alegria. Isso mesmo, alegria.

As pessoas aqui não são só chatas, são incrivelmente melancólicas. Os casais brigam por nada, os homens acham interessante ser grossos com os outros, inclusive com as próprias esposas; as mulheres vivem com medo e com cara de choro. As únicas pessoas alegres que vi foram os imigrantes de origem árabe, latina e africana. No mais, os europeus arianos (à la Hitler), são dignos de pena.

Dois exemplos.

1- Estava numa festinha na cidade de Lausanne, capital do Cantão de Vaud (estado de Vaud). A festa era um marasmo só, um monte de barraquinhas mal dispostas e pessoas passeando, flanando sem rumo, uma briga aqui, outra ali, e pouquíssimos sorrisos. Eis que vejo um senhor gritando de dentro de uma barraca. Começo a conversar com ele e rio bastante. 10 minutos depois descubro que o homem que fazia todos rirem era italiano. Óbvio que não era Suíço.

2- No ano novo em Genève, os Suíços que vi mais se preocupavam em beber, quebrar monumentos e brigar entre si. O povo divertido com quem eu estava era composto de poloneses, italianos e marroquinos.

Não gosto tanto assim do Brasil, mas definitivamente prefiro os brasileiros aos relógios suíços.

Saudades dos meus amigos e família.

Beijos

Rafael Moreno.