Bom dia! (tarde, noite ou madrugada – bem mais provável)
Começo dizendo que tinha em mente um outro assunto diferente do que falarei hoje.Antes pensei em falar sobre moda e distorções da moral, mas achei que esse assunto eu preciso desenvolver melhor em minha mente antes de falar.
Uma amiga minha me deu uma dica: o seu blog está ficando muito “conceitual”. Não conceitual no sentido daquele tipo de arte forçada (que, por sinal, é irritante). Dizia ela que os textos eram apenas um manual da minha própria visão de mundo, e não diziam nada sobre mim, exatamente.
Concordo com ela. Se bem que parte da minha vida consiste em conceituar tudo que vejo. Acho divertidíssimo. Talvez porque, ao conceituar algo, você dá limites a ela. E limitar as coisas, controlar, de certa forma, faz parte de minha própria natureza. Aliás, de certa forma, nada...Totalmente. Tenho esse defeito irritante, que é ser controlador ao extremo. E para não entediar os que estão por perto e não gostam disso, acabo por me polir nesse aspecto...E me controlar. Termina sendo contraditório...Ou não. Sei lá! Nesse momento a máscara é encargo do arquétipo intérprete. (vide posts anteriores)
Falando sobre mim mesmo, a pedidos de minha amiga, falo sobre a semana de cão que tive, mas que teve final bem interessante.
Para os que não sabem, respirar para mim foi um luxo nestes últimos dias. Engolir comida e até água também. Malditas infecções de garganta! (que, por sinal, é meu calcanhar de Aquiles). No entanto, este período recluso me fez, como sempre, pensar sobre algumas coisas. Em como nós somos frágeis e, ao mesmo tempo, fortes. Em como somos tolerantes e, ao mesmo tempo, estúpidos. E em como somos ricos e medíocres. Mas, acima de tudo, constatei como o ser humano pode ser extremamente egoísta.
Começo a crer que não há altruísmo, mas sim formas diversas de egoísmo. Altruísmo é algo utópico, porque, não há auto-anulação suficiente em que a pessoa não se sinta bem, em qualquer nível, por alguma boa ação. Vi tal pensamento até em “Friends” uma vez, quando Phoebe e Chandler, creio (ou Joey), discutem que não há boas ações altruístas (“There are no selfless good deeds”).
Contudo, o altruísmo seria apenas uma forma de egoísmo. Existem outras e foram estas que eu senti na pele esta semana. Penso que existe o egoísmo puro, aquele em que as pessoas querem apenas tirar proveito de todas as situações; o aproveitador. Creio que talvez haja também o egoísmo suserano, que pode ser observado quando o egoísta acha que todos ao seu redor existem para servi-lo; o rei. E também imagino que haja o egoísmo sanguessuga, que é aquele que o egoísta simplesmente abusa de todas as maneiras da boa-vontade de alguém que está ao seu redor. O típico folgado.
Senti todas estas formas de egoísmo, inclusive o egoísmo altruísta, que já explanei antes. É irritante, porque, pelo menos eu acho, que não sou uma pessoa cujo egoísmo seja uma característica exacerbada, porque todos somos, em parte, egoístas.
Pra variar, acabei definindo algumas coisas ...É vício.
Quanto ao fim da semana, fiquei feliz com a apresentação de meu primo com sua banda. Foi muito boa. Diverti-me bastante no show, em que pese ter passado por algumas situações constrangedoras.Todavia, no show, detectei uma situação interessante a se pensar.
Curioso como algumas mulheres acham que, por elas terem flertado com você significa que você tem a obrigação moral de ir cantá-la. Eu não tenho que fazer nada que eu não queira. E o fato de não querer não afeta minha sexualidade, ora. Quem me conhece sabe que eu costumo ser bem seletivo. Os critérios de minha seleção, contudo, são meus critérios e não cabe a ninguém julgar. O ideal é meu, quem deve buscá-lo e atingi-lo (sim, ideais podem se atingir, invocando Schoppenhauer e excluindo Platão) sou eu. Se ela não é interessante para a outra pessoa, foda-se.
E como minha idealização e meu nível de exigência alto para com as pessoas são características inerentes a mim, minhas escolhas possíveis diminuem consideravelmente. Mas elas existem. E acho que este é um período de escolhas. (quando não é, na verdade?)
Quanto ao nível de exigência, isto acaba sendo um tiro que sai pela culatra. Exijo para poder ter o melhor e me satisfazer mais. Exigindo demais, acabo não escolhendo ninguém e ficando insatisfeito do mesmo jeito. Tento controlar isto e venho conseguindo. Ainda bem...
E hoje (ontem), fui a uma festinha de penetra e acabei divertindo-me bastante. Conversei com pessoas bem interessantes e conheci pessoas cujas primeiras impressões foram muito legais. Escolha bem feita de ir nessa festa e jogar o RPG para domingo...
C’est fini! Depois tem mais...