terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Porra de fitinha...

Saudações aos corajosos! (desisti de tentar descobrir em qual período vocês lêem esse blog. Com certeza um período desocupado dos seus dias)

Desta vez eu passei pouco tempo até vir aqui novamente. Costumo demorar 15 dias pra fazer um texto que eu creia digno de se tornar público. Aqui vou eu com mais auto-exigências...

Reclamaram-me nos últimos dias da extensão dos meus textos. Falaram que são grandes demais e que dão preguiça de ler. Concordo. Quem lê 40,50,60 linhas sobre a visão de mundo de outra pessoa sem ganhar por isso? É necessário coragem. No entanto, sou uma pessoa naturalmente prolixa e ponderada, por isso penso e escrevo em demasia. Não vou mudar minha escrita para deixá-la mais agradável ao público. Serei fiel a mim mesmo e continuarei a ser prolixo.

Semana passada fiquei devendo algo sobre moda e inversões da moral. Antes de mais nada, leia-se Zeca Baleiro:

"Quando o homem inventou a roda
logo Deus inventou o freio,
um dia, um feio inventou a moda,
e toda roda amou o feio"

Não questiono a moda no sentido de vestuário. Sobre as tendências de guarda-roupa, vejam “O diabo veste Prada”, que não é um filme genial, nem hilário, mas faz com que pensemos um pouco sobre os dois lados da moeda, isto é, de quem não gosta de moda e de quem vive disso.

Falo sobre modas morais. Eu as acho irritantes. Porque creio que toda moda é uma espécie de inversão da moral ou daquilo que é natural.

Tomemos como exemplo o cristianismo e o Império Romano. Surgiu como uma religião em que “todos seriam iguais” e como um “judaísmo light”. Moda que começou a ser incorporada pela população romana, até que tornou-se regra. E não há que se dizer que o cristianismo não era uma moda que pegou. Uma minoria se insurge contra uma maioria, que, por sua vez, já era outra minoria de uma maioria ainda mais arrebatadora, invertendo toda a lógica, em prol do “amor ao próximo”. Eu diria mantença social, fim do caos. O cristianismo caiu como uma luva, pois tornava o fraco forte e fazia com que este também pudesse ser alguém, mesmo que não neste mundo. Assim evitava-se conflitos de maneira lógica. Não vou discorrer sobre o cristianismo, é perda de tempo. Só quero dizer uma espécie de moda, que inverteu a moral. Só que essa é uma inversão lógica.

O que me deixa irritado são inversões sem lógica alguma, ou o que é pior, com lógica baseada em argumentos ditos irrefutáveis, mas que pra mim são tão duvidosos quanto as razões que fizeram Bush destronar Saddam. Venho aqui “chiar” contra o vegetarianismo. Todos sabem que é moda ser vegetariano. É legal poupar os bichinhos, se for levado bem a sério pode se ter uma vida saudável...até aí não há problema algum.

O que irrita mesmo é que ser vegetariano significa ser um mártir neste momento. Um paladino, defensor dos fracos e oprimidos bichinhos que não podem se defender contra a má raça humana. E o pior, caso você não se enquadre nos ideais por ele propostos, você é que é o estranho, o mal a ser combatido. Tornou-se quase uma religião para alguns, devendo haver uma nova catequização dos pagãos carnívoros. E o que resta para os que resistem? A fogueira social.

Eu sempre achei que o vegetarianismo era uma moda inofensiva, assim como o cristianismo que eu citei anteriormente, que iniciou como uma moda útil e inofensiva (os rumos deste na Idade Média eu não quero nem dizer...). Mas o preconceito com o qual os vegetarianos tratam o assunto, o radicalismo, é digno de qualquer ditador sanguinário.

Vivenciei “na pele” tal preconceito quando fui perguntado sobre um pequeno “V”, em forma de duas folhinhas cruzadas, que se põe no canto inferior da foto do orkut, como uma suástica do reino metáfita. Indagaram-me se eu poria tal desenho na foto, porque, em uma determinada época de minha vida, tentei vivenciar o vegetarianismo, mas não gostei. Essa pessoa, que não sabia que eu não era mais vegetariano, pediu que eu pusesse a maldita folhinha. Eu falei que não colocaria porque não era mais vegetariano, em que pese eu simpatizasse com a causa. A pessoa me tratou estranho no dia e não fala comigo tem um bom tempo...

E não é só a suástica vegetal. Inúmeras estatísticas querem se aproveitar do maior problema do mundo atualmente, que é o aquecimento global, e colocar a culpa na carne que se come. Todo mundo já está careca de saber que a culpa do mar comer a orla é da queima de combustíveis fósseis. E não vou dar uma de Al Gore. Todos já sabem. Só que muitos “institutos” colocam a “indústria do mal da produção de carne para consumo humano” como co-responsável do aquecimento global, para dar robustez a essa cruzada do bem X mal.

Creio que os ideais humanitários do início da cruzada se foram. Não há mais humanismo. Tornou-se uma guerra, uma competição velada entre aqueles que comem carne, que cada vez perdem mais adeptos, contra os “comedores de alface” (é pejorativo, eu sei, não estou aqui para ser politicamente correto), que vão aumentando seu exército folhoso a cada dia.

Não questiono que lado está certo, até creio que ser vegetariano é mais politicamente correto. Só acho equivocado e irritante duas coisas, em suma:

1) O preconceito contra aqueles que não são vegetarianos, excluindo nós carnívoros, porque adoramos orgias de luxúria e prazeres da carne; (vulgos churrascões de domingo)

2) A subversão de verdades (aquecimento global – combustíveis fósseis) para dar força à causa, à semelhança de grandes ditaduras. Cria-se um vilão, que deve ser combatido. Como angariar tropas? Mente-se, ou melhor, maquia-se a verdade.

Por fim, lembro de um episódio de Seinfeld, que se passava no dia 01/12, sobre o dia mundial de combate à AIDS. Deve-se lembrar que, à época da transmissão do episódio, a AIDS era um medo assombroso, pois o caos tinha estourado no início da década de 1990, com a morte de algumas celebridades em decorrência da doença (Freddie Mercury, por exemplo).

No episódio ocorria uma passeata em apoio ao combate da AIDS. E um personagem meio maluco, Kramer, apóia integralmente a causa. Só que, ao chegar na passeata, eles o obrigam a usar uma fitinha vermelha, símbolo mundial de combate à AIDS. Kramer, contudo, reluta e não quer pôr a fita. Eles insistem. Kramer não põe. A partir desse momento, ele sofre o maior preconceito e, se não me engano, é expulso da passeata porque não quer usar a fitinha. Não há falta de respeito maior.

O que essa passeata me lembra? O movimento vegetariano. Apóia-se, mesmo que você não seja, uma parcela oprimida do mundo (nesse caso os bichinhos). O que essa passeata também me lembra? Uma parada militar alemã de 1938. A suástica de Hitler, a fitinha da AIDS, a suástica folhosa. Tudo pra mim é símbolo da mesma coisa. Imposição de valores.

Claro que se pode dizer: mas os fins são outros...são fins de proteção. Os fins de Hitler eram de destruição. É óbvio. Mas nessa lógica maquiavélica subvertida (porque Maquiavel nunca disse “os fins justificam os meios”) os fins tornaram-se tão importantes que pouco interessa quão imorais sejam os meios. E os meios têm sido mentiras e preconceito.

Em suma...não vou amar o feio, nem pôr a fitinha. Sou fraco e quero um espetinho misto, por favor.

Bjs pros corajosos (carnívoros e vegetarianos!)


PS: Menção honrosa a meu amigo Gilson, que me relmebrou o episódio de Seinfeld e já discutiu comigo esse tema.

domingo, 25 de novembro de 2007

Período de escolhas

Bom dia! (tarde, noite ou madrugada – bem mais provável)

Começo dizendo que tinha em mente um outro assunto diferente do que falarei hoje.Antes pensei em falar sobre moda e distorções da moral, mas achei que esse assunto eu preciso desenvolver melhor em minha mente antes de falar.

Uma amiga minha me deu uma dica: o seu blog está ficando muito “conceitual”. Não conceitual no sentido daquele tipo de arte forçada (que, por sinal, é irritante). Dizia ela que os textos eram apenas um manual da minha própria visão de mundo, e não diziam nada sobre mim, exatamente.

Concordo com ela. Se bem que parte da minha vida consiste em conceituar tudo que vejo. Acho divertidíssimo. Talvez porque, ao conceituar algo, você dá limites a ela. E limitar as coisas, controlar, de certa forma, faz parte de minha própria natureza. Aliás, de certa forma, nada...Totalmente. Tenho esse defeito irritante, que é ser controlador ao extremo. E para não entediar os que estão por perto e não gostam disso, acabo por me polir nesse aspecto...E me controlar. Termina sendo contraditório...Ou não. Sei lá! Nesse momento a máscara é encargo do arquétipo intérprete. (vide posts anteriores)

Falando sobre mim mesmo, a pedidos de minha amiga, falo sobre a semana de cão que tive, mas que teve final bem interessante.

Para os que não sabem, respirar para mim foi um luxo nestes últimos dias. Engolir comida e até água também. Malditas infecções de garganta! (que, por sinal, é meu calcanhar de Aquiles). No entanto, este período recluso me fez, como sempre, pensar sobre algumas coisas. Em como nós somos frágeis e, ao mesmo tempo, fortes. Em como somos tolerantes e, ao mesmo tempo, estúpidos. E em como somos ricos e medíocres. Mas, acima de tudo, constatei como o ser humano pode ser extremamente egoísta.

Começo a crer que não há altruísmo, mas sim formas diversas de egoísmo. Altruísmo é algo utópico, porque, não há auto-anulação suficiente em que a pessoa não se sinta bem, em qualquer nível, por alguma boa ação. Vi tal pensamento até em “Friends” uma vez, quando Phoebe e Chandler, creio (ou Joey), discutem que não há boas ações altruístas (“There are no selfless good deeds”).

Contudo, o altruísmo seria apenas uma forma de egoísmo. Existem outras e foram estas que eu senti na pele esta semana. Penso que existe o egoísmo puro, aquele em que as pessoas querem apenas tirar proveito de todas as situações; o aproveitador. Creio que talvez haja também o egoísmo suserano, que pode ser observado quando o egoísta acha que todos ao seu redor existem para servi-lo; o rei. E também imagino que haja o egoísmo sanguessuga, que é aquele que o egoísta simplesmente abusa de todas as maneiras da boa-vontade de alguém que está ao seu redor. O típico folgado.

Senti todas estas formas de egoísmo, inclusive o egoísmo altruísta, que já explanei antes. É irritante, porque, pelo menos eu acho, que não sou uma pessoa cujo egoísmo seja uma característica exacerbada, porque todos somos, em parte, egoístas.

Pra variar, acabei definindo algumas coisas ...É vício.

Quanto ao fim da semana, fiquei feliz com a apresentação de meu primo com sua banda. Foi muito boa. Diverti-me bastante no show, em que pese ter passado por algumas situações constrangedoras.Todavia, no show, detectei uma situação interessante a se pensar.

Curioso como algumas mulheres acham que, por elas terem flertado com você significa que você tem a obrigação moral de ir cantá-la. Eu não tenho que fazer nada que eu não queira. E o fato de não querer não afeta minha sexualidade, ora. Quem me conhece sabe que eu costumo ser bem seletivo. Os critérios de minha seleção, contudo, são meus critérios e não cabe a ninguém julgar. O ideal é meu, quem deve buscá-lo e atingi-lo (sim, ideais podem se atingir, invocando Schoppenhauer e excluindo Platão) sou eu. Se ela não é interessante para a outra pessoa, foda-se.

E como minha idealização e meu nível de exigência alto para com as pessoas são características inerentes a mim, minhas escolhas possíveis diminuem consideravelmente. Mas elas existem. E acho que este é um período de escolhas. (quando não é, na verdade?)

Quanto ao nível de exigência, isto acaba sendo um tiro que sai pela culatra. Exijo para poder ter o melhor e me satisfazer mais. Exigindo demais, acabo não escolhendo ninguém e ficando insatisfeito do mesmo jeito. Tento controlar isto e venho conseguindo. Ainda bem...

E hoje (ontem), fui a uma festinha de penetra e acabei divertindo-me bastante. Conversei com pessoas bem interessantes e conheci pessoas cujas primeiras impressões foram muito legais. Escolha bem feita de ir nessa festa e jogar o RPG para domingo...

C’est fini! Depois tem mais...

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Copo meio-cheio

Bom dia aos corajosos!


Eis aqui mais uma compilação de besteiras que farão alguns pensarem por breves momentos em suas próprias vidas, depois de lembrarem que possuem algo mais interessante a fazer.


Fim-de-semana do maior marasmo possível. Digamos que o ponto alto tenha sido uma música extremamente bizarra que era mais ou menos assim “Nega quer, nega não, nega quer, nega...” e por aí vai.


Em compensação o marasmo me faz pensar em algumas coisas. Já diziam “mente ociosa, oficina do diabo”. Não tenho algum pensamento maléfico, mas talvez e, como sempre, crítico demais.


Primeiramente, tentarei resumir em algumas linhas sobre as dicotomias felicidade-infelicidade e tristeza-alegria.


Não quero ser um criador de conceitos universais, apenas tento retratar algumas experiências engraçadas pelas quais passo.


Eu sempre li livros de budismo e aqueles que me conhecem sabem que eu tenho uma forte inclinação por tal doutrina. Comecei a ler por motivos que não vêm ao caso, mas alguns princípios que a religião de Sidarta Gautama traz são bem interessantes. Um deles é sobre a questão da felicidade.


O que seria felicidade, a princípio? Talvez seja uma das perguntas mais difíceis da vida. Porque todos os seres humanos, a princípio, sempre a colocam como objetivo maior, como um sonho. “Qual é o seu maior sonho?” E respondem sempre algo que, indiretamente, lhe traria felicidade, sendo esta, em última instância, o objetivo-maior.


Discordo deste posicionamento que põe a felicidade como algo que se deve buscar. A felicidade não se busca, se trilha. Ela é um caminho para a satisfação pessoal, algo que, a meu sentir, é mais profundo que esta palavra. A pessoa feliz é aquela que costumam chamar de “alto-astral”, “de bem com a vida”, dentre outros nomes. Pra mim, ela é simplesmente feliz.


Para entender melhor o conceito, eu gosto de, por vezes,utilizar-me da antítese para compreender a tese. O inverso de feliz, ao contrário do que os outros pensam, é a infelicidade, não a tristeza. A tristeza, a meu pensar, é o contrário de alegria, que é um estado de prazer transitório.


Em suma, para não divagar muito, creio que a língua portuguesa me auxiliará bem nessa explicação. A distinção entre os verbos ser e estar são essenciais nestes casos.


A pessoa é feliz ou infeliz.

O indivíduo está alegre ou triste.


Não há muito que explicar aí. Se alguém afirma que está feliz atualmente, significa que sua felicidade é frágil. Não afirmo que as pessoas devem ser “Polianas”, ficando alegres com qualquer situação. Se algo lhe fizer mal, estoure, com gosto. É bem melhor. Não se deve reprimir os desejos internos, exceto alguns essenciais para a convivência social saudável.


A felicidade é um sentimento consciente de que a vida é “mais pra boa que pra ruim”. É ver sempre o copo meio cheio. O caminho da felicidade (e não o caminho para a felicidade, porque este não existe) é simples, prazeroso, satisfatório. O caminho da infelicidade é desequilibrado, inconstante, fraco e sombrio.


E a felicidade, ao contrário do que se pode pensar, não é feita de alegrias, mas de um equilíbrio saudável entre alegrias e tristezas. Porque o corpo precisa de alegrias, de satisfação, analisando por uma perspectiva bem hedonista mesmo. Mas a mente precisa de tristezas para se conhecer melhor. Porque creio que, assim como dizia Marcel Proust, que nós só nos conhecemos nos anos tristes, pois é nesses que paramos pra pensar em quem realmente somos. E só se atinge alegrias fazendo o que nossa personalidade pede, personalidade esta só conhecida nos períodos de tristeza. E neste equilíbrio saudável entre alegrias e tristezas pode-se atingir a satisfação pessoal. Este equilíbrio chamo de felicidade.

Parece fácil, mas não é. Não é mesmo. Mas, dos conceitos que já utilizei até hoje, tornar-se escravo do seu arquétipo, travando a personalidade, torna-se impossível trilhar o caminho da felicidade.

Para aqueles que entendem um pouco de filosofia, a infelicidade assemelha-se muito àquele niilismo desvirtuado suicida de todo garoto de 18 anos que lê Nietszche (é assim que escreve?). E para aqueles que não entendem, é um desequilíbrio de todos estes pesos que influenciam na balança.

O mais curioso, no entanto, é questionar alguma pessoa “noiada” (vide conceito nóia) se esta é feliz ou não. É tragicômico, diria.

Não vou me estender muito desta vez. Gostaria de falar sobre o conceito de “obrigação implícita”,mas deixo este pra depois.

Beijos e abraços pros corajosos!

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Happy Halloween!


Bom dia a todos os corajosos que continuam insistindo em ler isso aqui!


Presumo que,ou vocês são muito curiosos e desocupados, ou realmente ficam “filosofando” sobre a vida e como as coisas são engraçadas, assim como eu tento.

Aqui em Aracaju houve uma festa muito conhecida chamada “Odonto Fantasy”. É uma enorme festa a fantasia, que, se não me engano, já entrou até pro livro dos recordes.

Acho curioso como uma simples festa à fantasia faz com que as pessoas se modifiquem,ou melhor, se revelem. Alguns realmente vão à festa simplesmente pra se divertir com os shows, ficar com um monte de gente, enfim, extravasar os instintos primatas que todos nós temos. Atabaques e Sexo. E antes que os pseudo-puritanos se pronunciem e digam: “não penso em sexo!”, já venho aqui explicando-me: Todos pensam nisso, mesmo que inconscientemente (alguns conscientemente). Quando uma pessoa fica com outra, acha outra atraente, significa que acha que esta pessoa seria uma boa parceira sexual, e, no fundo, uma boa esposa (marido).

Mas quanto às pessoas normais, que vão apenas pra curtir a festa, nada a falar. É normal, por mais primitivo que seja. Afinal, fui também com esses propósitos. Devemos reconhecer nossas limitações e achamos um monte de batuques sincronizados de forma harmônica e brincar de procriar a espécie duas das melhores coisas que existem. Ainda bem!

Minha acidez direcionada dessa vez vai àquelas pessoas que se travestem pra ser aquilo que não são, mesmo que por algumas horas. Curioso como o mundo está mais repleto de “drag queens” do que se pensa. E não “drag queens” no sentido homossexual do assunto, mas travestis de todos os tipos. Pra muitas pessoas, a festa só tem graça quando se gasta uma tonelada de dinheiro na fantasia para poder brincar daquilo que não se é. Para estes, ir fantasiado de B.O.P.E, só para parecer legal, como choveu esse ano lá na festa, não tem graça. Esses “travestis da vida” têm que ser únicos, chamativos, criativos, originais, enfim, têm que chamar a atenção de qualquer maneira.

Acho fraqueza de espírito, ou falta de imposição pessoal aqueles que colocam nas fantasias seus desejos reprimidos. Busquem um psicólogo, não uma fantasia. Assim como uma droga, travestir-se é uma fuga daquilo que você realmente é (e como toda droga, não resolve o problema e vicia). E, em certo patamar, todos aqueles que vão à festa buscam isso. Porque ser quem você é o tempo inteiro é chato. Aliás ser, quem você criou pra ser é chato, pois bom mesmo é ser quem você é. Mas o medo de que não amem quem você é o transforma num chato. E, num local onde ninguém irá te julgar pelo que você faz ou fez, é o ambiente perfeito pra as pessoas deixarem seu “eu interior” sair e fazer o que bem entende.

Cansei de escutar pessoas dizendo “Nessa odonto eu vou aloprar.”. Nada contra você querer aloprar, só é bom que as pessoas tenham consciência do que estão fazendo. A repressão medrosa (não a consciente, necessária para a convivência humana) é nociva, pois faz com que as pessoas tomem decisões que realmente não querem tomar ou que deixem de agir como realmente querem agir. Por essas razões as pessoas casam com outras sem querer, têm filho sem querer, enfim, fazem merda.

Divaguei um pouco, é verdade. Voltando aos “travestis da vida”. Estas pessoas são repletas de medo, mais que o normal, e acabam por não viver como queriam. Na verdade, querer já é uma experiência um pouco “apimentada” pra estas pessoas. Elas não estão acostumadas a querer. Infelizes estas pessoas, enfim, porquanto reprimem o seu verdadeiro “eu” que, por mais feio que pareça, é o que deve ser mostrado para que a pessoa possa ser amada de verdade e enfim, ser feliz.

E assim venho com mais um conceito de pseudo-psicologia:

Personalidade X Arquétipos

Personalidade – É aquilo que você realmente é. Os psicólogos adoram conceituar essas coisas. Eu também. Não há muita digressão aí não. É aquilo que você é, que às vezes nem sabe que é. Onde moram seus desejos, seus medos, enfim, tudo que forma você como pessoa. É seu núcleo.

Arquétipos – São cópias distorcidas e aumentadas de seu “eu interior”. Existem vários arquétipos, mas eu poderia resumir em 3 tipos:

Arquétipo Máscara – Aquilo que você coloca como imagem para as outras pessoas;

Arquétipo Espelho – Como as outras pessoas te vêem;

Arquétipo Intérprete – Como você acha que as outras pessoas te vêem.

Todos estes arquétipos carregam um pouco da personalidade da pessoa. No entanto, vamos modificando-o de acordo com a nossa interpretação da realidade, aliada as nossas reações que temos quando passamos por algum tipo de pressão ou situação memorável. Se a pessoa vive numa família na qual sexo é tabu, a pessoa pode desenvolver inúmeras reações (e cada reação pode criar uma máscara diferente), dentre elas:

1 – Tratar o sexo realmente como tabu;

2 – Fingir que trata o sexo como tabu, fingir-se de santo, e fazer do mesmo jeito;

3 – Renegar tudo que foi dito e banalizar o sexo.

Voltando às descrições, o primeiro arquétipo que criamos é a máscara, que é como achamos que as pessoas vão gostar de nós. Ledo engano. Só se gosta realmente de alguém quando se conhece por trás da máscara.

O problema é o arquétipo espelho, que é criado independentemente de nossa vontade. As pessoas utilizam “óculos da realidade” (conceito discutido posteriormente) e interpretam de forma errônea a máscara. Mesmo porque a máscara é artificial, é forçada. Então ela sempre chega de forma distorcida ao outro. E quando o ser humano percebe que a máscara não é muito bem recepcionada, cria o arquétipo intérprete.

Uma frase que poderia resumir bem o arquétipo intérprete seria “A emenda sai pior que o soneto”. Uma vez que a máscara não é bem recepcionada, o intérprete absorve as interpretações do espelho, e modifica a máscara. Essa modificação vai deixando a máscara mais distante da personalidade e, por conseguinte, deixando a pessoa mais longe de seus desejos e, portanto, infeliz. Mas a vontade que é inerente a todos de agradar acaba por vencer a personalidade dos fracos de espírito.

Ser fraco não é ruim, não é um defeito, é uma característica. Pena quem é assim. :P

Enfim: cuidado. Os arquétipos são necessários em determinadas ocasiões. Quando sabemos, temos consciência de quem nós somos, de nossa personalidade e sabemos que, em determinadas ocasiões, ela não seria bem recebida. No entanto, só se deve pôr máscaras quando se sabe que se está pondo-as.

E voltando aos “travestis da vida”, eles são na verdade o “grito do eu interno”, o pedido de libertação.

Falaria sobre felicidade-infelicidade e alegria-tristeza hoje, mas já me estendi demais.

Bjs pros corajosos!

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Post bem metido o de hoje. Quem não tem paciência, nem leia.

“Volto ao jardim, com a certeza que devo chorar...”

Não, não estou triste não. E nem sou tão fã do Cartola assim não, só coloquei isso porque foi a primeira música decente que me veio à cabeça com o verbo voltar.

16 dias se passaram do último post. E posso dizer que foram 16 dias intensos.

Não vivi perigosamente, não “curti a vida adoidado”. Apenas foram 16 dias importantes.

Importantes por motivos que só dizem respeito a mim. Mas as conclusões nas quais chego são curiosas, e acho que podem despertar a curiosidade de algumas pessoas.

Costumo utilizar demasiadamente algumas palavras. Quem convive comigo conhece o meu vício (ou utilização exagerada da função fática) representada pela pergunta: “Entendeu?”. Parece que passo a vida me explicando. E costumo ser indagado por isso: “Por que você se explica tanto?”

A algumas conclusões eu cheguei...A outra me levaram. Ainda não sei ao certo, mas ei-las:

1 – Sinto-me encurralado pelo julgamento das pessoas, por isso me justifico;

2 – Como eu nunca seria real (sincero, verdadeiro) para ninguém, teria a imensa necessidade de que minha história “colasse”;

3 – Sinto-me pressionado por necessidade de atenção e por isso, preciso que as pessoas acompanhem-me em meu ponto de vista;

4 – Como me utilizo da maiêutica, a compreensão de uma premissa é importante para encurralar o interlocutor na próxima.

Duas considerações a serem feitas: A um, o futuro do pretérito foi bem colocado. A dois, eu gosto do número 4. :)


Outra palavra que uso demais é “Surreal”. Quando alguma coisa foge da normalidade (what’s normal, anyway?...), costumo falar: “Meu Deus, isso é surreal.” E costumo dizer isso de maneira crítica. Abrindo um parêntese, quem me conhece também sabe que minha acidez pode ser hilariante ou ridícula. Depende da minha intenção.

Mas quanto ao surrealismo da vida... não a utilizo num sentido vanguardista, ou sentido clássico...tenho meu próprio conceito de surrealismo, que eu prefiro chamar de Surrealidade, e aí vem o primeiro pseudo-conceito de qualquer coisa do dia:


Surrealidade – É tudo aquilo, que, fugindo da normalidade, você desejava que não fosse real, que fosse algo distorcido da mente de alguém e que dela não deveria ter saído. É surreal aquilo que você queria que não fosse real, mas é. Não é o inacreditável por ser absurdo, é o incrível por ser absurdamente ridículo. Quem já me viu utilizar sabe exatamente o que quero dizer.

O surreal é o desinteressante e irritante, embora peculiar. Quem está familiarizado com o estilo de arte conhece as formas bizarras utilizadas, fruto de uma noite mal dormida, uma indigestão de Morfeu.

Se fosse interessante, utilizar-me-ia de qualquer adjetivo, menos um que me lembrasse formas bizarras de arte.

No entanto, estas formas bizarras são essenciais. Saber o que é anormal nos traz ciência do que é normal. Tendo consciência do normal, pode-se correr livremente para tentar ser criativo...que é o contrário do “surreal”. O Surreal é a forma distorcida, o aborto do criativo.

Embora eu tenho execrado o surreal, não posso deixar de dá-lo algum crédito, afinal, nada na vida possui só reveses. Deve-se louvar a tentativa, mesmo que errada, de ser criativo. Afinal, ser criativo é algo muito complicado. Se fosse fácil, não existiriam tantas cópias no mundo, em todos os aspectos. O surreal tem boas intenções. Agora de boas intenções o inferno está cheio. :P

Utilizei a palavra decente no início. Também não quis usá-la no sentido de que o que me vinha à cabeça era “putaria”. Não, não era. Indecente não é só aquilo relacionado a sexo depravado. Não e não. Mais um conceito, antes de deixá-los em paz:

Decente-Indecente – Desculpem-me os de gosto deplorável, mas bom gosto é fundamental. Utilizo a palavra decente (e sua antítese, indecente), no sentido de qualificar aquilo que é bom ou não é. Perguntar-se-ia: “quem é você pra julgar?”. Sou alguém que creio ter bom gosto, não importa quão metido isso “soe”.

Decente é aquilo que é bom depois de passar pelo crivo de uma opinião abalizada. Não falo de críticos de cinema, mas de opiniões com o mínimo de esclarecimento. Exemplos, exemplos, para facilitar:

Alguém vira pra você e fala que gostou de determinado filme. Por exemplo: “Pequena Miss Sunshine”. E você, na sua curiosidade impetuosa, acaba por perguntar: “Qual parte você achou mais legal?” E o indivíduo responde: “Da parte em que eles correm atrás da Kombi”.

Bem, a parte que eles correm atrás da Kombi é hilária, sem dúvida. Mas se a pessoa gostou somente dessa parte, e você a pergunta sobre os pensamentos de Marcel Proust, ou sobre os valores de família, ou o fato dos freios morais que nos prendem a coisas banais e ela responde: “legal isso”, sem saber o que comentar, a pessoa não gostou realmente do filme, gostou das piadas dele. Se não fossem as piadas, ela iria detestá-lo.

Em suma, decente é o bom para pessoas de gosto refinado. (não que eu seja o cara mais “cult” do mundo, sou na verdade um grande P.I.M.B.A.)

O que não impede que eu goste de muita coisa tosca. Mas é preciso adoçar a vida também, né?

Chega de amargor e críticas! Post carregado esse.

O que importa é ser feliz, em que pese existam coisas tristes na vida. A infelicidade é um mal que deve ser expurgado e a felicidade é a cura. :) (reflexões sobre felicidade no próximo post)

Bjs e abraços a todos os corajosos que chegaram até aqui.

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

"Nostalgia das besteiras que fizemos ontem"

“Vai,vai, vai começar a brincadeira

Tem charanga tocando a noite inteira

Vem, vem, vem ver um circo de verdade

Tem, tem, tem picadeiro e qualidade”

Bem-vindos ao teatro mágico!

:P

Muito bom o show, espetáculo, apresentação, sei lá. É até difícil nomear. Ultimamente as coisas andam tão complexas em minha cabeça que está até difícil de nomear algumas. E, modéstia totalmente à parte, isso é raro, pois tenho um vocabulário estranhamente vasto.

Quem não conhece Teatro Mágico, aconselho pelo menos dar uma olhadinha (olhadinha mesmo, porque não basta só escutar).


Exceto quem tem preconceitos com coisas “Pimbas” demais. (Conceito explicado posteriormente, para os que não conhecem). É deveras, conceitual, poderia se dizer.

Mudando completamente de assunto, venho entrar em contradição. Como assim? Fui questionado essa semana sobre “qual é o barato de ser complexo”. Qual seria a graça? Antes de tudo, vale dizer que, salvo os aparecidos, todos aqueles que escrevem em blogs são complexos. É algo inexorável, como todas as cartas de amor, que sempre são ridículas.

Mas qual é a graça de ser complexo? Ser complexo é o cúmulo do egocentrismo, admito. Isto porque cremos (e aí eu me incluo), que nossa mente é tão mais vasta, repleta de pensamentos que as normais. Não adianta negar, donos de blogs. VOCÊS SABEM QUE É VERDADE. E que é bom sentir-se complexo. Dá algumas sensações interessantes:

1 – Todo ser humano gosta de ser superior, e o que diz que não MENTE DESCARADAMENTE. Sendo complexo, ou crendo ser complexo, este sente ter uma mente mais poderosa que as demais;

2 – É muito mais divertido, regra geral. Ficar imerso nos próprios pensamentos é melhor do que viver sem pensar. Aquele que vive freneticamente, sem refletir, acaba por não se conhecer e não saber o que quer. O problema é aquele que é cheio de pensamentos tristes. Esse sofre demais por pensar demais. Quanto a estes “noiados”, busquem psicólogos!!

3 – Se você é em geral uma pessoa feliz, você aprende a se divertir sem precisar dos outros. E isso é essencial em um mundo em que há tanta traição, falsidade e egoísmo.

PS: Falo já sobre a diferença entre egoísmo e egocentrismo. Não tem nada a ver um com o outro!

Outra consideração: Sábio Justin. O que seria isso?

Na verdade isso é apenas uma menção às músicas de Justin Timberlake: “Sexy back” e “What goes around, comes around”. Pra a fase nova que tanto eu, quanto meus amigos íntimos vivem, isso faz PERFEITO SENTIDO.

Ah sim! Mais conceitos de pseudo-psicologia e outras besteiras afins:

Pimba – (P.I.M.B.A.) – “Pseudos-intelectualóides-metidos-a-besta-associados”.

São aqueles intelectualóides, aqueles sujeitos que se fingem de inteligentes apenas pra impressionar os outros. Afirmas gostar de arte de vanguarda, sem saber do que se trata. Afirma gostar de arte esquecida, denominada “cult”, sem entender o que a obra quer dizer.

São os famosos “Leitores de orelhas de livros”, aqueles que colceionam orelhas de livros sem ter lido algum. Costumam adorar Los Hermanos, Noel Rosa, participar de saraus, enfim, essas coisas denominadas alternativas, mas que não chegam a adentrar o mundo NERD.

Nóia – É derivado de paranóia. É quando se pensa demais em algo, até ficar paranóico. Não se trata, neste caso, da nóia psicodélica. Acaba denotando também um estado do qual não se consegue sair, ou um problema a ser resolvido, em suma, aquilo que atormenta uma pessoa.

Egoísmo X Egocentrismo

Egoísmo é aquele sentimento que eu posso denominar, virótico. Ele quer sugar o que é dos outros e trazer para si. Não porque a pessoa deve ser o centro das atenções, mas simplesmente porque ela só se sente bem tendo o que é dos outros, ou não compartilhando o que é seu. Frase comum do egoísta: “Vou tomar o que é meu por direito.”

Egocêntrico – É menos nocivo, só acha que é o centro das atenções de tudo. Aliás, ele não acha, ele tem certeza. No sistema solar, seria o Sol. Se pudesse entrar em um espelho, a pessoa se comia, de certeza. Frase comum do egocêntrico – “Eu me amo e é recíproco”

Terminando o post, como começou, mais de teatro mágico pra vocês:

“Só enquanto eu respirar, vou me lembrar de você...”


E, incrementando a própria poesia do Teatro mágico:

"Antes ter nostalgia das besteiras que fizemos ontem que arrepender-se de não tê-las feito."

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Glossário

Nada de post, hoje vai ser um glossário para que entendam os futuros posts. :)

Quem leu o primeiro post, sabe que eu sou cheio de teorias cretinas de pseudo-psicologia, cheio de demagogias falaciosas e de filosofias de corrente de e-mail. Mas para entender melhor alguns posts, familiarizem-se com alguns conceitos por mim utilizados.

Conceitos mais sérios:

Mendicância Afetiva

Para aqueles que não estão familiarizados com o termo, significa aquela carência constante, uma necessidade extrema de atenção. Todo ser humano, de certa forma, é dotado de um pouco de mendicância afetiva. No entanto, alguns parecem ter mais mendicância que outros.

Exemplos de mendicância afetiva:

Aquela menina que é bonita, mas se chama de feia, pra que todos a elogiem;

Aquele amigo que se faz de coitado, pra que todo mundo lhe dê atenção;

Aquele ex-namorado que finge que vai se matar, pra ter de volta a amada;

Aquela mãe que diz que vai haver um acidente, pra o filho não sair.

E, no fim, aquele que é alvo da mendicância acaba por dar um carinho artificial, assim como um entorpecente, que não resolve o problema do usuário (carente), apenas supre inicialmente sua necessidade de carinho e/ou atenção. E, como se pode visualizar na relação de tóxicos, a mendicância afetiva vicia aquele que recebe o falso carinho. E é uma relação falsa, destrutiva para ambos, pois um se sente desconfortável em dar o carinho forçosamente, e aquele que recebe o carinho sente-se cada vez pior.

O mendigo afetivo não deve receber carinho, mas sim ajuda a sentir-se completo, sem necessidade de elogio forçado alheio.

Ocasião Espontaneamente Forjada

Esse conceito, que também não é meu, trata-se daquelas situações em que se necessita da espontaneidade, mas consegui-la é tão complicado, que é mais fácil criar uma situação falsa, com condições similares às reais. Com isso a diversão acaba sendo a mesma e o momento em que a espontaneidade era necessária, mas inatingível, não se perde.

A ocasião clássica para este conceito é a fotografia. Todos nós sabemos que fotos espontâneas são muito mais legais, muito mais bonitas e muito mais interessantes. Só que conseguir essa espontaneidade é quase impossível. Claro que com o advento das máquinas digitais, ficou muito mais fácil conseguir a famigerada foto, depois de 123.334.665.777.444.222.444 tentativas.

Nossa vida é cheia de ocasiões espontaneamente forjadas. Temos um sorriso pra foto, que sempre saímos bem. Sempre sabemos consolar as pessoas que estão mal. A espontaneidade torna-se algo praticamente impossível nos dias de hoje.

Na fase de conquista dos relacionamentos, essa espontaneidade forjada também é essencial. O encontro acidentalmente programado, ou qualquer nome que queiram dar. Aquela situação em que os dois querem sair juntos, mas não querem se mostrar vulneráveis demais um ao outro, ao pedir pra sair. Então forjam aquele encontro acidental.

Conceitos menos sérios:

Blé

Blé é o pusilânime. É o arauto do desânimo. Quando uma coisa é tão sem-graça, ou tão chata, ou tão entediante, que não se encontra adjetivos para ela. Chama-se blé. Esse é meio auto-explicativo, vou ficar aqui o tempo todo explicando não. A coisa é meio blé e acabou.

Cara de pause

Sabe aquele sorriso amarelo? Ou aquela careta que a pessoa faz? Bem, chamo-a de cara de pause, porque quando você dá pausa em um DVD, se a personagem estiver falando, com certeza ela vai ficar com uma careta, típica dos movimentos que a boca faz na fala. Portanto, cara de pause.

Tchola

O nome parece obsceno, mas significa algo ruim, simplesmente. Uma grande tchola.

Noob (e o verbo noobar-se)

Verbo pronominal, que significa fazer besteira. Linguagem comum em jogos. Noob é o bobo, deriva de “newbie” em inglês, que significa novato.

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

As contradições que levam ao equilíbrio.


Conaissez-vous les deux: Rafael Moreno!

Esse é o meu primeiro (segundo) post. Isto na verdade porque eu fiz um muito mais legal que esse, só que o blogspot deletou. Minha vontade era de fechar a minha conta, mas respirei fundo e só fechei a página. Uma semana depois, estou aqui de volta para relatar parte de uma das mentes mais complicadas que eu conheço: a minha.

Antes de tudo, gostaria de dizer que esta é a primeira vez que relato o que penso de forma tão pública. Aliás, nem tão pública assim, porque poucas pessoas realmente costumam visitar meu orkut, flog, blogs e coisas afins.

Até tive um flog, mas o emaranhado psicológico de minha vida pessoal me fez perceber que era melhor tê-lo fechado mesmo. Tinha foto de 2 ex-namoradas minhas, pessoas com quem não me relaciono mais. Senti-me desconfortável em expor meu passado tanto assim.

Sei que estou expondo pensamentos aqui, mas “uma imagem vale mais que mil palavras”. Mesmo que minha verborragia seja extensa.

Bem, começo dizendo que estou gripado. Bastante gripado. E que o “carma” de minha vida, isto é, minha mãe, atormenta-me mais uma vez. Aqueles que não me conhecem, entendam que Rute Rodrigues Di Giorgio (caso não tenham percebido, é o nome de minha mãe), é uma pessoa deveras complicada. E que eu sou o único que tem paciência pra ela. O que faz com que minha paciência pra muita coisa seja diminuída.

Antes eu não tinha paciência pra minha família. Hoje tornei-me paciente com a família, melhorando meu relacionamento com eles. No entanto, sacrifiquei uma importante parte de mim: “o Rafael Moreno que gosta de compromissos”.

Olhando assim, parece conversa de homem safado. Mas, aqueles que realmente me conhecem, sabem que não é. Tive 3 relacionamentos seguidos nos quais eu “entrei de cabeça”. Somados os três, chego a soma de quase 5 anos, com intervalos entre cada um de aproximadamente 1 mês. Todos quedaram em fins catastróficos e, ao invés de bons resultados, acabei engordando (peso já perdido), ficando mais frio e mais desconfiado. Além de ter colecionado desavenças. Bons resultados, não?

Mentiria se dissesse que não tive bons momentos. Eu os tive. Mas não compensam o sofrimento pelo qual passei. Demoro demais pra confiar nas pessoas. E quando confio, não ter tal confiança em retorno, ou, ser apunhalado pelas costas, entristece-me bastante. Por isso agora tornei-me mais seletivo. Muito mais mesmo. Levarei como mote “Antes só que mal acompanhado”.

Bem... esse é o Rafael. Ele é o introspectivo, o pensativo, o sério. Em seguida, leiam “Moreno”.

Rapaz... esse final de semana foi muito estranho. Mt bom, mas mt estranho. Com certeza foi um “turning point” em minha vida. “Turning point”, como o próprio nome já sugere, significa um guinada em sua vida. Fui pra duas festas em duas noites seguidas, não dormi de sexta pra sábado, viajei pra praia, fui pra Mangue Seco...assisti “Tropa de elite”, que por sinal é fantástico, vejam!

Guinada por um motivo simples. Aqueles que conhecem Rafael Moreno (eu odeio falar em 3ª pessoa, juro que será o primeiro e último post com isso) sabem que tenho 2 personalidades. Bem distintas. Uma é sério, é Rafael. É o futuro advogado, sério, certinho, nerd, que ama compromissos e relacionamentos estáveis. O outro sou eu, Moreno, que passou 5 anos adormecido, suprimido por Rafael. Um é o yin, é estável, quiçá letárgico. Moreno é yang, cheio de energia, descontrolado,livre. E a junção me faz quem eu sou...e poucos conheciam Moreno. Eu voltei. E pra restabelecer o equilíbrio, vai agora tomar as rédeas, nem que seja por um tempo!

Eu sempre falo que isso é mal de quem tem o duplo nome próprio. Ah, sim, caso ainda não saibam, Moreno é um de meus nomes, não é apelido nem sobrenome. Então, quem possui o duplo nome próprio é possuidor de 2 personalidades tb. Bem, essa é apenas uma de minhas teorias de pseudo-psicologia. :)

E, como ia dizendo, Moreno voltou esse fim de semana. E está tomando conta desde então. Então, caso queiram falar com Rafael, ele só estará disponível no horário comercial. Ou no início do post de cada blog.