quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Happy Halloween!


Bom dia a todos os corajosos que continuam insistindo em ler isso aqui!


Presumo que,ou vocês são muito curiosos e desocupados, ou realmente ficam “filosofando” sobre a vida e como as coisas são engraçadas, assim como eu tento.

Aqui em Aracaju houve uma festa muito conhecida chamada “Odonto Fantasy”. É uma enorme festa a fantasia, que, se não me engano, já entrou até pro livro dos recordes.

Acho curioso como uma simples festa à fantasia faz com que as pessoas se modifiquem,ou melhor, se revelem. Alguns realmente vão à festa simplesmente pra se divertir com os shows, ficar com um monte de gente, enfim, extravasar os instintos primatas que todos nós temos. Atabaques e Sexo. E antes que os pseudo-puritanos se pronunciem e digam: “não penso em sexo!”, já venho aqui explicando-me: Todos pensam nisso, mesmo que inconscientemente (alguns conscientemente). Quando uma pessoa fica com outra, acha outra atraente, significa que acha que esta pessoa seria uma boa parceira sexual, e, no fundo, uma boa esposa (marido).

Mas quanto às pessoas normais, que vão apenas pra curtir a festa, nada a falar. É normal, por mais primitivo que seja. Afinal, fui também com esses propósitos. Devemos reconhecer nossas limitações e achamos um monte de batuques sincronizados de forma harmônica e brincar de procriar a espécie duas das melhores coisas que existem. Ainda bem!

Minha acidez direcionada dessa vez vai àquelas pessoas que se travestem pra ser aquilo que não são, mesmo que por algumas horas. Curioso como o mundo está mais repleto de “drag queens” do que se pensa. E não “drag queens” no sentido homossexual do assunto, mas travestis de todos os tipos. Pra muitas pessoas, a festa só tem graça quando se gasta uma tonelada de dinheiro na fantasia para poder brincar daquilo que não se é. Para estes, ir fantasiado de B.O.P.E, só para parecer legal, como choveu esse ano lá na festa, não tem graça. Esses “travestis da vida” têm que ser únicos, chamativos, criativos, originais, enfim, têm que chamar a atenção de qualquer maneira.

Acho fraqueza de espírito, ou falta de imposição pessoal aqueles que colocam nas fantasias seus desejos reprimidos. Busquem um psicólogo, não uma fantasia. Assim como uma droga, travestir-se é uma fuga daquilo que você realmente é (e como toda droga, não resolve o problema e vicia). E, em certo patamar, todos aqueles que vão à festa buscam isso. Porque ser quem você é o tempo inteiro é chato. Aliás ser, quem você criou pra ser é chato, pois bom mesmo é ser quem você é. Mas o medo de que não amem quem você é o transforma num chato. E, num local onde ninguém irá te julgar pelo que você faz ou fez, é o ambiente perfeito pra as pessoas deixarem seu “eu interior” sair e fazer o que bem entende.

Cansei de escutar pessoas dizendo “Nessa odonto eu vou aloprar.”. Nada contra você querer aloprar, só é bom que as pessoas tenham consciência do que estão fazendo. A repressão medrosa (não a consciente, necessária para a convivência humana) é nociva, pois faz com que as pessoas tomem decisões que realmente não querem tomar ou que deixem de agir como realmente querem agir. Por essas razões as pessoas casam com outras sem querer, têm filho sem querer, enfim, fazem merda.

Divaguei um pouco, é verdade. Voltando aos “travestis da vida”. Estas pessoas são repletas de medo, mais que o normal, e acabam por não viver como queriam. Na verdade, querer já é uma experiência um pouco “apimentada” pra estas pessoas. Elas não estão acostumadas a querer. Infelizes estas pessoas, enfim, porquanto reprimem o seu verdadeiro “eu” que, por mais feio que pareça, é o que deve ser mostrado para que a pessoa possa ser amada de verdade e enfim, ser feliz.

E assim venho com mais um conceito de pseudo-psicologia:

Personalidade X Arquétipos

Personalidade – É aquilo que você realmente é. Os psicólogos adoram conceituar essas coisas. Eu também. Não há muita digressão aí não. É aquilo que você é, que às vezes nem sabe que é. Onde moram seus desejos, seus medos, enfim, tudo que forma você como pessoa. É seu núcleo.

Arquétipos – São cópias distorcidas e aumentadas de seu “eu interior”. Existem vários arquétipos, mas eu poderia resumir em 3 tipos:

Arquétipo Máscara – Aquilo que você coloca como imagem para as outras pessoas;

Arquétipo Espelho – Como as outras pessoas te vêem;

Arquétipo Intérprete – Como você acha que as outras pessoas te vêem.

Todos estes arquétipos carregam um pouco da personalidade da pessoa. No entanto, vamos modificando-o de acordo com a nossa interpretação da realidade, aliada as nossas reações que temos quando passamos por algum tipo de pressão ou situação memorável. Se a pessoa vive numa família na qual sexo é tabu, a pessoa pode desenvolver inúmeras reações (e cada reação pode criar uma máscara diferente), dentre elas:

1 – Tratar o sexo realmente como tabu;

2 – Fingir que trata o sexo como tabu, fingir-se de santo, e fazer do mesmo jeito;

3 – Renegar tudo que foi dito e banalizar o sexo.

Voltando às descrições, o primeiro arquétipo que criamos é a máscara, que é como achamos que as pessoas vão gostar de nós. Ledo engano. Só se gosta realmente de alguém quando se conhece por trás da máscara.

O problema é o arquétipo espelho, que é criado independentemente de nossa vontade. As pessoas utilizam “óculos da realidade” (conceito discutido posteriormente) e interpretam de forma errônea a máscara. Mesmo porque a máscara é artificial, é forçada. Então ela sempre chega de forma distorcida ao outro. E quando o ser humano percebe que a máscara não é muito bem recepcionada, cria o arquétipo intérprete.

Uma frase que poderia resumir bem o arquétipo intérprete seria “A emenda sai pior que o soneto”. Uma vez que a máscara não é bem recepcionada, o intérprete absorve as interpretações do espelho, e modifica a máscara. Essa modificação vai deixando a máscara mais distante da personalidade e, por conseguinte, deixando a pessoa mais longe de seus desejos e, portanto, infeliz. Mas a vontade que é inerente a todos de agradar acaba por vencer a personalidade dos fracos de espírito.

Ser fraco não é ruim, não é um defeito, é uma característica. Pena quem é assim. :P

Enfim: cuidado. Os arquétipos são necessários em determinadas ocasiões. Quando sabemos, temos consciência de quem nós somos, de nossa personalidade e sabemos que, em determinadas ocasiões, ela não seria bem recebida. No entanto, só se deve pôr máscaras quando se sabe que se está pondo-as.

E voltando aos “travestis da vida”, eles são na verdade o “grito do eu interno”, o pedido de libertação.

Falaria sobre felicidade-infelicidade e alegria-tristeza hoje, mas já me estendi demais.

Bjs pros corajosos!

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Post bem metido o de hoje. Quem não tem paciência, nem leia.

“Volto ao jardim, com a certeza que devo chorar...”

Não, não estou triste não. E nem sou tão fã do Cartola assim não, só coloquei isso porque foi a primeira música decente que me veio à cabeça com o verbo voltar.

16 dias se passaram do último post. E posso dizer que foram 16 dias intensos.

Não vivi perigosamente, não “curti a vida adoidado”. Apenas foram 16 dias importantes.

Importantes por motivos que só dizem respeito a mim. Mas as conclusões nas quais chego são curiosas, e acho que podem despertar a curiosidade de algumas pessoas.

Costumo utilizar demasiadamente algumas palavras. Quem convive comigo conhece o meu vício (ou utilização exagerada da função fática) representada pela pergunta: “Entendeu?”. Parece que passo a vida me explicando. E costumo ser indagado por isso: “Por que você se explica tanto?”

A algumas conclusões eu cheguei...A outra me levaram. Ainda não sei ao certo, mas ei-las:

1 – Sinto-me encurralado pelo julgamento das pessoas, por isso me justifico;

2 – Como eu nunca seria real (sincero, verdadeiro) para ninguém, teria a imensa necessidade de que minha história “colasse”;

3 – Sinto-me pressionado por necessidade de atenção e por isso, preciso que as pessoas acompanhem-me em meu ponto de vista;

4 – Como me utilizo da maiêutica, a compreensão de uma premissa é importante para encurralar o interlocutor na próxima.

Duas considerações a serem feitas: A um, o futuro do pretérito foi bem colocado. A dois, eu gosto do número 4. :)


Outra palavra que uso demais é “Surreal”. Quando alguma coisa foge da normalidade (what’s normal, anyway?...), costumo falar: “Meu Deus, isso é surreal.” E costumo dizer isso de maneira crítica. Abrindo um parêntese, quem me conhece também sabe que minha acidez pode ser hilariante ou ridícula. Depende da minha intenção.

Mas quanto ao surrealismo da vida... não a utilizo num sentido vanguardista, ou sentido clássico...tenho meu próprio conceito de surrealismo, que eu prefiro chamar de Surrealidade, e aí vem o primeiro pseudo-conceito de qualquer coisa do dia:


Surrealidade – É tudo aquilo, que, fugindo da normalidade, você desejava que não fosse real, que fosse algo distorcido da mente de alguém e que dela não deveria ter saído. É surreal aquilo que você queria que não fosse real, mas é. Não é o inacreditável por ser absurdo, é o incrível por ser absurdamente ridículo. Quem já me viu utilizar sabe exatamente o que quero dizer.

O surreal é o desinteressante e irritante, embora peculiar. Quem está familiarizado com o estilo de arte conhece as formas bizarras utilizadas, fruto de uma noite mal dormida, uma indigestão de Morfeu.

Se fosse interessante, utilizar-me-ia de qualquer adjetivo, menos um que me lembrasse formas bizarras de arte.

No entanto, estas formas bizarras são essenciais. Saber o que é anormal nos traz ciência do que é normal. Tendo consciência do normal, pode-se correr livremente para tentar ser criativo...que é o contrário do “surreal”. O Surreal é a forma distorcida, o aborto do criativo.

Embora eu tenho execrado o surreal, não posso deixar de dá-lo algum crédito, afinal, nada na vida possui só reveses. Deve-se louvar a tentativa, mesmo que errada, de ser criativo. Afinal, ser criativo é algo muito complicado. Se fosse fácil, não existiriam tantas cópias no mundo, em todos os aspectos. O surreal tem boas intenções. Agora de boas intenções o inferno está cheio. :P

Utilizei a palavra decente no início. Também não quis usá-la no sentido de que o que me vinha à cabeça era “putaria”. Não, não era. Indecente não é só aquilo relacionado a sexo depravado. Não e não. Mais um conceito, antes de deixá-los em paz:

Decente-Indecente – Desculpem-me os de gosto deplorável, mas bom gosto é fundamental. Utilizo a palavra decente (e sua antítese, indecente), no sentido de qualificar aquilo que é bom ou não é. Perguntar-se-ia: “quem é você pra julgar?”. Sou alguém que creio ter bom gosto, não importa quão metido isso “soe”.

Decente é aquilo que é bom depois de passar pelo crivo de uma opinião abalizada. Não falo de críticos de cinema, mas de opiniões com o mínimo de esclarecimento. Exemplos, exemplos, para facilitar:

Alguém vira pra você e fala que gostou de determinado filme. Por exemplo: “Pequena Miss Sunshine”. E você, na sua curiosidade impetuosa, acaba por perguntar: “Qual parte você achou mais legal?” E o indivíduo responde: “Da parte em que eles correm atrás da Kombi”.

Bem, a parte que eles correm atrás da Kombi é hilária, sem dúvida. Mas se a pessoa gostou somente dessa parte, e você a pergunta sobre os pensamentos de Marcel Proust, ou sobre os valores de família, ou o fato dos freios morais que nos prendem a coisas banais e ela responde: “legal isso”, sem saber o que comentar, a pessoa não gostou realmente do filme, gostou das piadas dele. Se não fossem as piadas, ela iria detestá-lo.

Em suma, decente é o bom para pessoas de gosto refinado. (não que eu seja o cara mais “cult” do mundo, sou na verdade um grande P.I.M.B.A.)

O que não impede que eu goste de muita coisa tosca. Mas é preciso adoçar a vida também, né?

Chega de amargor e críticas! Post carregado esse.

O que importa é ser feliz, em que pese existam coisas tristes na vida. A infelicidade é um mal que deve ser expurgado e a felicidade é a cura. :) (reflexões sobre felicidade no próximo post)

Bjs e abraços a todos os corajosos que chegaram até aqui.

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

"Nostalgia das besteiras que fizemos ontem"

“Vai,vai, vai começar a brincadeira

Tem charanga tocando a noite inteira

Vem, vem, vem ver um circo de verdade

Tem, tem, tem picadeiro e qualidade”

Bem-vindos ao teatro mágico!

:P

Muito bom o show, espetáculo, apresentação, sei lá. É até difícil nomear. Ultimamente as coisas andam tão complexas em minha cabeça que está até difícil de nomear algumas. E, modéstia totalmente à parte, isso é raro, pois tenho um vocabulário estranhamente vasto.

Quem não conhece Teatro Mágico, aconselho pelo menos dar uma olhadinha (olhadinha mesmo, porque não basta só escutar).


Exceto quem tem preconceitos com coisas “Pimbas” demais. (Conceito explicado posteriormente, para os que não conhecem). É deveras, conceitual, poderia se dizer.

Mudando completamente de assunto, venho entrar em contradição. Como assim? Fui questionado essa semana sobre “qual é o barato de ser complexo”. Qual seria a graça? Antes de tudo, vale dizer que, salvo os aparecidos, todos aqueles que escrevem em blogs são complexos. É algo inexorável, como todas as cartas de amor, que sempre são ridículas.

Mas qual é a graça de ser complexo? Ser complexo é o cúmulo do egocentrismo, admito. Isto porque cremos (e aí eu me incluo), que nossa mente é tão mais vasta, repleta de pensamentos que as normais. Não adianta negar, donos de blogs. VOCÊS SABEM QUE É VERDADE. E que é bom sentir-se complexo. Dá algumas sensações interessantes:

1 – Todo ser humano gosta de ser superior, e o que diz que não MENTE DESCARADAMENTE. Sendo complexo, ou crendo ser complexo, este sente ter uma mente mais poderosa que as demais;

2 – É muito mais divertido, regra geral. Ficar imerso nos próprios pensamentos é melhor do que viver sem pensar. Aquele que vive freneticamente, sem refletir, acaba por não se conhecer e não saber o que quer. O problema é aquele que é cheio de pensamentos tristes. Esse sofre demais por pensar demais. Quanto a estes “noiados”, busquem psicólogos!!

3 – Se você é em geral uma pessoa feliz, você aprende a se divertir sem precisar dos outros. E isso é essencial em um mundo em que há tanta traição, falsidade e egoísmo.

PS: Falo já sobre a diferença entre egoísmo e egocentrismo. Não tem nada a ver um com o outro!

Outra consideração: Sábio Justin. O que seria isso?

Na verdade isso é apenas uma menção às músicas de Justin Timberlake: “Sexy back” e “What goes around, comes around”. Pra a fase nova que tanto eu, quanto meus amigos íntimos vivem, isso faz PERFEITO SENTIDO.

Ah sim! Mais conceitos de pseudo-psicologia e outras besteiras afins:

Pimba – (P.I.M.B.A.) – “Pseudos-intelectualóides-metidos-a-besta-associados”.

São aqueles intelectualóides, aqueles sujeitos que se fingem de inteligentes apenas pra impressionar os outros. Afirmas gostar de arte de vanguarda, sem saber do que se trata. Afirma gostar de arte esquecida, denominada “cult”, sem entender o que a obra quer dizer.

São os famosos “Leitores de orelhas de livros”, aqueles que colceionam orelhas de livros sem ter lido algum. Costumam adorar Los Hermanos, Noel Rosa, participar de saraus, enfim, essas coisas denominadas alternativas, mas que não chegam a adentrar o mundo NERD.

Nóia – É derivado de paranóia. É quando se pensa demais em algo, até ficar paranóico. Não se trata, neste caso, da nóia psicodélica. Acaba denotando também um estado do qual não se consegue sair, ou um problema a ser resolvido, em suma, aquilo que atormenta uma pessoa.

Egoísmo X Egocentrismo

Egoísmo é aquele sentimento que eu posso denominar, virótico. Ele quer sugar o que é dos outros e trazer para si. Não porque a pessoa deve ser o centro das atenções, mas simplesmente porque ela só se sente bem tendo o que é dos outros, ou não compartilhando o que é seu. Frase comum do egoísta: “Vou tomar o que é meu por direito.”

Egocêntrico – É menos nocivo, só acha que é o centro das atenções de tudo. Aliás, ele não acha, ele tem certeza. No sistema solar, seria o Sol. Se pudesse entrar em um espelho, a pessoa se comia, de certeza. Frase comum do egocêntrico – “Eu me amo e é recíproco”

Terminando o post, como começou, mais de teatro mágico pra vocês:

“Só enquanto eu respirar, vou me lembrar de você...”


E, incrementando a própria poesia do Teatro mágico:

"Antes ter nostalgia das besteiras que fizemos ontem que arrepender-se de não tê-las feito."