sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Glossário

Nada de post, hoje vai ser um glossário para que entendam os futuros posts. :)

Quem leu o primeiro post, sabe que eu sou cheio de teorias cretinas de pseudo-psicologia, cheio de demagogias falaciosas e de filosofias de corrente de e-mail. Mas para entender melhor alguns posts, familiarizem-se com alguns conceitos por mim utilizados.

Conceitos mais sérios:

Mendicância Afetiva

Para aqueles que não estão familiarizados com o termo, significa aquela carência constante, uma necessidade extrema de atenção. Todo ser humano, de certa forma, é dotado de um pouco de mendicância afetiva. No entanto, alguns parecem ter mais mendicância que outros.

Exemplos de mendicância afetiva:

Aquela menina que é bonita, mas se chama de feia, pra que todos a elogiem;

Aquele amigo que se faz de coitado, pra que todo mundo lhe dê atenção;

Aquele ex-namorado que finge que vai se matar, pra ter de volta a amada;

Aquela mãe que diz que vai haver um acidente, pra o filho não sair.

E, no fim, aquele que é alvo da mendicância acaba por dar um carinho artificial, assim como um entorpecente, que não resolve o problema do usuário (carente), apenas supre inicialmente sua necessidade de carinho e/ou atenção. E, como se pode visualizar na relação de tóxicos, a mendicância afetiva vicia aquele que recebe o falso carinho. E é uma relação falsa, destrutiva para ambos, pois um se sente desconfortável em dar o carinho forçosamente, e aquele que recebe o carinho sente-se cada vez pior.

O mendigo afetivo não deve receber carinho, mas sim ajuda a sentir-se completo, sem necessidade de elogio forçado alheio.

Ocasião Espontaneamente Forjada

Esse conceito, que também não é meu, trata-se daquelas situações em que se necessita da espontaneidade, mas consegui-la é tão complicado, que é mais fácil criar uma situação falsa, com condições similares às reais. Com isso a diversão acaba sendo a mesma e o momento em que a espontaneidade era necessária, mas inatingível, não se perde.

A ocasião clássica para este conceito é a fotografia. Todos nós sabemos que fotos espontâneas são muito mais legais, muito mais bonitas e muito mais interessantes. Só que conseguir essa espontaneidade é quase impossível. Claro que com o advento das máquinas digitais, ficou muito mais fácil conseguir a famigerada foto, depois de 123.334.665.777.444.222.444 tentativas.

Nossa vida é cheia de ocasiões espontaneamente forjadas. Temos um sorriso pra foto, que sempre saímos bem. Sempre sabemos consolar as pessoas que estão mal. A espontaneidade torna-se algo praticamente impossível nos dias de hoje.

Na fase de conquista dos relacionamentos, essa espontaneidade forjada também é essencial. O encontro acidentalmente programado, ou qualquer nome que queiram dar. Aquela situação em que os dois querem sair juntos, mas não querem se mostrar vulneráveis demais um ao outro, ao pedir pra sair. Então forjam aquele encontro acidental.

Conceitos menos sérios:

Blé

Blé é o pusilânime. É o arauto do desânimo. Quando uma coisa é tão sem-graça, ou tão chata, ou tão entediante, que não se encontra adjetivos para ela. Chama-se blé. Esse é meio auto-explicativo, vou ficar aqui o tempo todo explicando não. A coisa é meio blé e acabou.

Cara de pause

Sabe aquele sorriso amarelo? Ou aquela careta que a pessoa faz? Bem, chamo-a de cara de pause, porque quando você dá pausa em um DVD, se a personagem estiver falando, com certeza ela vai ficar com uma careta, típica dos movimentos que a boca faz na fala. Portanto, cara de pause.

Tchola

O nome parece obsceno, mas significa algo ruim, simplesmente. Uma grande tchola.

Noob (e o verbo noobar-se)

Verbo pronominal, que significa fazer besteira. Linguagem comum em jogos. Noob é o bobo, deriva de “newbie” em inglês, que significa novato.

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

As contradições que levam ao equilíbrio.


Conaissez-vous les deux: Rafael Moreno!

Esse é o meu primeiro (segundo) post. Isto na verdade porque eu fiz um muito mais legal que esse, só que o blogspot deletou. Minha vontade era de fechar a minha conta, mas respirei fundo e só fechei a página. Uma semana depois, estou aqui de volta para relatar parte de uma das mentes mais complicadas que eu conheço: a minha.

Antes de tudo, gostaria de dizer que esta é a primeira vez que relato o que penso de forma tão pública. Aliás, nem tão pública assim, porque poucas pessoas realmente costumam visitar meu orkut, flog, blogs e coisas afins.

Até tive um flog, mas o emaranhado psicológico de minha vida pessoal me fez perceber que era melhor tê-lo fechado mesmo. Tinha foto de 2 ex-namoradas minhas, pessoas com quem não me relaciono mais. Senti-me desconfortável em expor meu passado tanto assim.

Sei que estou expondo pensamentos aqui, mas “uma imagem vale mais que mil palavras”. Mesmo que minha verborragia seja extensa.

Bem, começo dizendo que estou gripado. Bastante gripado. E que o “carma” de minha vida, isto é, minha mãe, atormenta-me mais uma vez. Aqueles que não me conhecem, entendam que Rute Rodrigues Di Giorgio (caso não tenham percebido, é o nome de minha mãe), é uma pessoa deveras complicada. E que eu sou o único que tem paciência pra ela. O que faz com que minha paciência pra muita coisa seja diminuída.

Antes eu não tinha paciência pra minha família. Hoje tornei-me paciente com a família, melhorando meu relacionamento com eles. No entanto, sacrifiquei uma importante parte de mim: “o Rafael Moreno que gosta de compromissos”.

Olhando assim, parece conversa de homem safado. Mas, aqueles que realmente me conhecem, sabem que não é. Tive 3 relacionamentos seguidos nos quais eu “entrei de cabeça”. Somados os três, chego a soma de quase 5 anos, com intervalos entre cada um de aproximadamente 1 mês. Todos quedaram em fins catastróficos e, ao invés de bons resultados, acabei engordando (peso já perdido), ficando mais frio e mais desconfiado. Além de ter colecionado desavenças. Bons resultados, não?

Mentiria se dissesse que não tive bons momentos. Eu os tive. Mas não compensam o sofrimento pelo qual passei. Demoro demais pra confiar nas pessoas. E quando confio, não ter tal confiança em retorno, ou, ser apunhalado pelas costas, entristece-me bastante. Por isso agora tornei-me mais seletivo. Muito mais mesmo. Levarei como mote “Antes só que mal acompanhado”.

Bem... esse é o Rafael. Ele é o introspectivo, o pensativo, o sério. Em seguida, leiam “Moreno”.

Rapaz... esse final de semana foi muito estranho. Mt bom, mas mt estranho. Com certeza foi um “turning point” em minha vida. “Turning point”, como o próprio nome já sugere, significa um guinada em sua vida. Fui pra duas festas em duas noites seguidas, não dormi de sexta pra sábado, viajei pra praia, fui pra Mangue Seco...assisti “Tropa de elite”, que por sinal é fantástico, vejam!

Guinada por um motivo simples. Aqueles que conhecem Rafael Moreno (eu odeio falar em 3ª pessoa, juro que será o primeiro e último post com isso) sabem que tenho 2 personalidades. Bem distintas. Uma é sério, é Rafael. É o futuro advogado, sério, certinho, nerd, que ama compromissos e relacionamentos estáveis. O outro sou eu, Moreno, que passou 5 anos adormecido, suprimido por Rafael. Um é o yin, é estável, quiçá letárgico. Moreno é yang, cheio de energia, descontrolado,livre. E a junção me faz quem eu sou...e poucos conheciam Moreno. Eu voltei. E pra restabelecer o equilíbrio, vai agora tomar as rédeas, nem que seja por um tempo!

Eu sempre falo que isso é mal de quem tem o duplo nome próprio. Ah, sim, caso ainda não saibam, Moreno é um de meus nomes, não é apelido nem sobrenome. Então, quem possui o duplo nome próprio é possuidor de 2 personalidades tb. Bem, essa é apenas uma de minhas teorias de pseudo-psicologia. :)

E, como ia dizendo, Moreno voltou esse fim de semana. E está tomando conta desde então. Então, caso queiram falar com Rafael, ele só estará disponível no horário comercial. Ou no início do post de cada blog.